terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Quanto anos longe daqui. Acho que estava distante de muita coisa..
Passei só pra dizer um Oi. Volto mais tarde.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

E precisa dizer mais alguma coisa????

Soneto de Felicidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama


Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Meu lugar no mundo


Descobri a mim mesma.... uma cidadã do mundo. Sinto que ele é um passo dentro de um avião. Como é gostoso isso de conhecer pessoas dos mais diversos países e suas culturas. Minha viagem foi inesquecível. Velho mundo breve retorno.... besitos, kiss, beijos!!!

sábado, 20 de agosto de 2011

Hasta Luego, Salamanca

Como é dificil isso de partir. Deixar pra traz as pequenas e grandes conquistas. Hoje deixei Salamanca e meu coraçao chora por ela. Pois, lá deixei novos amigos. Mas, meu coraçao também está feliz, porque hoje vou encontrar velhos amigos e assim meu coraçao se enche de alegria.

Qué tan difícil es salir. Deje que se lleva los logros grandes y pequeños. Hoy en día me fui de Salamanca y mi corazón llora por ella. Para, que haya nuevos amigos. Pero mi corazón también está feliz porque hoy voy a encontrarse con viejos amigos y lo que mi corazón se llena de alegría.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Primeiro Dia de Aula - Salamanca

Hoje acordei as 7:30 para um dia de atividades. Conheci uma das moradoras de meu flat e fui a escola a pé. Em menos de 10 minutos já me encontrava no predio. Vocês precisam ver.... lindo.

Aulas pra lá de divertidas e agora vou alomoçar as 17 volto para um passei pela cidade.

Bezitos!!!!

domingo, 5 de junho de 2011

Wrun Junho de 2011

Essa corrida foi superação total. Um frio de 8º e eu as 7 da manha na ponte Estaiada. Para mais uma corrida cheia de emoções.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Corrida das Estações - Outono

Esta foi minha terceira corrida oficial. Acho que estou ficando viciada nesta coisa.
Tudo é bacana até acordar cedo para correr... pensa nisso.

Seguem umas fotos do dia.


quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Para Todas As Marias

Para Maria da Graça
(Paulo Mendes Campos)


Agora, que chegaste à idade avançada de quinze anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas. Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti. Escuta: se não descobrires um sentido na loucura acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.


A realidade, Maria, é louca. Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade, Dinah, já comeste um morcego?" Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é o lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira. A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada, e vice-versa, isto é, fechar uma porta bem aberta.


Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências. Quando Alice comeu o bolo, e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo. Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave. A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia: "Oh, I beg your pardon!" Pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gosta de gatos, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gatos se fosses eu?"


Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados, todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! Mas quem ganhou ?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre aonde quiseres, ganhaste. Disse o ratinho: "Minha história é longa e triste!" Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante: "Minha vida daria um romance". Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois o romance é só o jeito de contar uma vida, foge, polida mas energicamente, dos homens e das mulheres que suspiram e dizem: "Minha vida daria um romance!" Sobretudo dos homens. Uns chatos irremediáveis, Maria.


Os milagres sempre acontecem na vida de cada um e na vida de todos. Mas, ao contrário do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mas devagar, muito devagar. Quero dizer o seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: "Devo estar diminuindo de novo". Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente. E escuta esta parábola perfeita: Alice tinha diminuído tanto de tamanho que tomou um camundongo por um hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte. É isso mesmo. A alma da gente é uma máquina complicada que produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos e de rinocerontes que parecem camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar bem disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo. E como tomar o pequeno por grande e o grande por pequeno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom humor.


Toda pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para as grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado, Maria, com as grandes ocasiões. Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com uma tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: "Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas". Conclusão: a própria dor deve ter a sua medida: é feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira de nossa dor, Maria da Graça.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Mega Sena

Quero ganhar na mega sena só para poder viver no meio do mato...
ironia essa de querer ganhar dinheiro pra viver com pouco

Acho que isso faz parte da culpa. Todos nos carregamos umas culpas sem sentido...
Mesmo sem sentido não conseguimos viver sem elas.

Neste caso é a culpa de não tá trabalhando, de ser “responsável” e essas coisas.

Mas, voltando ao ganhar na mega sena.

Quero ganhar na mega sena só para poder estar perto de quem eu gosto
sem ironia... esta época de fim de ano é terrível pra quem tem amor longe.

Coração fica pequeno e de tão apertado dói.

Pra falar a verdade ganhar na mega sena seria muito bom
Mas, melhor seria estar ao lado dos meus amores em qual quer lugar.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Anjo

Um anjo passou por mim.
Ele veio em uma noite fria e aqueceu meu coração.

Por tantas as noites estão sendo tão frias e sem anjos.
Não consigo enumerar; será que devo?

A gente sempre escolhe o caminho a seguir, mas honestamente sabemos mesmo?
Por que se eu soube-se não teria escolhido noites frias.

Hoje está ,particulamente, frio e ainda é dia.
O frio está me dominando. Não existem mais cobertores, roupas, aquecedores...

Preciso encontrar meu anjo.

"Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la."

C.L. - A paixão segundo G.H.

domingo, 26 de abril de 2009

BatePapo

Eu: Oi, como vai?
Você: Tudo bem!

Eu: Resposta de praxe. Que chato.
Você: Pergunta de praxe.

Eu: Então vamos reformular. Oi, que bom te ver. Como você está?
Você: Oi, bom te ver também. Eu vou bem, obrigado.

Eu: Continuo achando sua resposta de praxe.
Você: Pergunta de praxe maquiada.

Eu: rsrs. É verdade. E ai tudo beleza? Tudo certo em casa?
Você: rsrs. Maravilha! A turma de casa tá numa boa. Maninha perguntou por você.

Eu: Estou devendo aquela visita. Saudades do tempo da escola. Quem sempre pergunta por você e o Marquinhos.
Você: Nossa a quanto tempo não vejo este moleque e como ele está?

Eu: Tá numa boa. Casado e tudo.
Você: Nem acredito nisso. O maior galinha da escola casado. rsrs

Eu: É verdade, mas parece que ele se endireitou. Bom, preciso ir andando.
Você: Falou. A gente se ver a qualquer hora.

Eu: Tchau!
Você: Tchau!

Roupa Nova

Mais um ano e agora o blog está de roupa nova. É, Temporário se despiu ao mundo de forma tímida nos anos anteriores, mas chega no ano de 2009 com sede de conhecimento e troca. Significa que este ano ele esta disposto a abandonar todos os preconceitos e mergulhar no novo.

Venha desbravar este mundo novo e fazer parte desta história. O convite está aberto. E sem perder o charme do passado segue uma poesia.

(...)

E vós, ó coisas navais, meus velhos brinquedos de sonho!
Componde fora de mim a minha vida interior!
Quilhas, mastros e velas, rodas do leme, cordagens,
Chaminés de vapores, hélices, gáveas, flâmulas,
Galdropes, escotilhas, caldeiras, colectores, válvulas;
Caí, por mim dentro em montão, em monte,
Como o conteúdo confuso de uma gaveta despejada no chão!
Sede vós o tesouro da minha avareza febril,
Sede vós os frutos da árvore da minha imaginação,
Tema de cantos meus, sangue nas veias da minha inteligência,
Vosso seja o laço que me une ao exterior pela estética,
Fornecei-me metáforas imagens, literatura,
Porque em real verdade, a sério, literalmente,
Minhas sensações são um barco de quilha prò ar,
Minha imaginação uma âncora meio submersa,
Minha ânsia um remo partido,
E a tessitura dos meus nervos uma rede a secar na praia!

(...)

Chamam por mim as águas,
Chamam por mim os mares.
Chamam por mim, levantando uma voz corpórea, os longes,
As épocas marítimas todas sentidas no passado, a chamar.

(...)
Poesias de Álvaro de Campos. Fernando Pessoa.

sábado, 16 de agosto de 2008

Que Tipo de Vinho Eu Sou




You Are Chardonnay



Fresh, spirited, and classic - you have many facets to your personality.
You can be sweet and light. Or deep and complex.
You have a little bit of something to offer everyone... no wonder you're so popular.
Approachable and never smug, you are easy to get to know (and love!).
Deep down you are: Dependable and modest
Your partying style: Understated and polite
Your company is enjoyed best with: Cold or wild meat

sábado, 17 de maio de 2008

Zelia Nossa Bahiana

A Bahia fica mais triste hoje com a partida de sua ítalo paulistana.

Acostumados a vê-la sempre ao lado de seu filho querido que a pouco haviamos perdido, todo amor e carinho por ele nutrido foi a ela transferido.

Resta a nós as lembranças, inda bem que são tantas. Estão escritas, emolduradas e gravadas em seus livros, fotos e filmes. Assim como as de nosso filho querido que são tantas.

O Rio Vermelho fica mais triste hoje.

Anarquistas Graças a Deus - Zelia Gattai

sábado, 26 de abril de 2008

Sem vontade

Estou sem inspiração para escrever. Acho que é trabalho demais. Não sei quem disse isso, mas ouvi por ai. O trabalho torna as pessoas burras.

É tó assim mais uma vez meio burra. Sem vontade de escrever. Desculpas aos leitores. Quem sabe depois de mais alguns sambas, viradas culturais, chopps na Madalena e pastel na feirinha eu não volte a escrever. Por hora nada, zero, hummm.

Soninho nesse sábado a tarde. Acho que vou dormir. Fui!!

domingo, 9 de março de 2008

O assalto

Essa semana passada(isso foi em março) aprendi que não se dever dormir em coletivos. Você acaba passando do ponto e se f... com o perdão da palavra não escrita, mas subentendida.


Bom para não deixar vocês na curiosidade e imaginando os mais diversos devaneios vou contar o que se aconteceu.

Vinha eu dentro do buzu de volta para casa e cai no sono acordei não sei onde e resolvi descer. Tudo lindo até subi a ladeira perto de minha casa. Bem no meio da ladeira para uma moto a meu lado com dois caras anunciando o assalto; pediram a bolsa que entreguei prontamente. Tentei em vão negociar minha carteira de identidade nada feito, em fim, bolsa levada. Tudo certo comigo.

Fim da história.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Reconhecimento

Entre tantas idas e vindas o explorador sempre reserva um tempo para admirar. E como tudo lhe é novo parece grande.

O caminho é longo, mas ao explorador é interessante observar. Ele observa as pessoas, seus modos de vestir, falar, andar, .... tudo diferente. As pessoas são deveras interessantes. Elas quase não se tocam, falam apressadamente e andam assim também. São educadas, porém distantes, quase gélidas.

Ah, é lindo ao explorador descer na Sé e poder estar lá e admirar. Não lhe resta muito, mas é o bastante pra ser visto e apreciado... encanta-lhe descer na Sé. E mais adiante ainda inexplorado está o mercado Municipal da Lapa, última parada antes do trabalho; ele o vê ao longe. E neste instante à sua mente é arremetida a vontade de desbravar, breve!

Na volta pra casa não se agüenta de expectativa quando o condutor diz: "Próxima estação, Conceição". Ele se alegra ao saber que em meio à escuridão uma brecha há de se abrir e a vida lá fora, em um breve espaço de tempo, será revelada.

Nas horas de bobeira lhe chama muito a atenção à beleza do concreto. Há uns lindíssimos. E se existi um lugar onde o concreto lhe é mais apreciado, não há dúvidas, a esse errante, chama-se Avenida Paulista. Seu coração se enche de alegria assim como o do poeta de sua terra. É mágico estar lá.

Esse explorador tem muito a conhecer e reconhecer, por ai. Vamos aguardar noticias suas.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Meu Ano Novo

Sai a procura do meu ano novo. A muito ele morava em mim e quando vi a oportunidade de pegá-lo com as mãos segurei com força toda força que pude para não deixá-lo escapar. Pronto o ano novo é meu.

Não pensei em certo ou errado, mas era o que há muito eu queria. Não existe muito isso de certo ou errado quando desejamos algo de bom. Penso assim.

E como para toda ação existe uma reação igual e contrária; não foi fácil me desfazer do meu ano velho. O novo sempre assusta, porque é novo e é o que também mais fascina. Penso assim.

Acho que não me dei conta de quanto tive que abrir mão pelo meu ano novo. Hoje pego uma coisa ali outra aqui, acho que isso vem com o tempo. O que mais pega mesmo é a saudade do ano velho. Ah! essa machuca demais. É preciso vencê-la e seguir. Penso assim.

Leia Receita de Ano Novo de Drummond

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Milk Shake Carente

Esse é um site massa que me passaram aqui em Sampa e olha o resultado do meu teste de carência.


sábado, 12 de janeiro de 2008

Mudança

180 é o valor numerico no qual minha vida foi modificada. Mudei de cidade, de estado, de trabalho, de casa e de vida, ah!!! Adoro isso. Tudo novo, tudo por descobrir e tudo por aprender.

Ninguem melhor que ele pra dizer o que estou sentindo agora. Com vocês Caetano:

SAMPA

(...)

É que quando eu cheguei por aqui
Eu nada entendi
Da dura poesia concreta
De tuas esquinas
Da deselegância discreta
De tuas meninas...

(...)

Quando eu te encarei
Frente a frente
Não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi
De mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio
O que não é espelho
E a mente apavora o que ainda
Não é mesmo velho
Nada do que não era antes
Quando não somos mutantes...

(...)

E foste um difícil começo
Afasto o que não conheço
E quem vende outro sonho
Feliz de cidade
Aprende depressa
A chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso
Do avesso do avesso...

(...)

E os novos baianos passeiam
Na tua garoa
E novos baianos te podem
Curtir numa boa...

Caetano Veloso