sábado, 9 de fevereiro de 2008

Reconhecimento

Entre tantas idas e vindas o explorador sempre reserva um tempo para admirar. E como tudo lhe é novo parece grande.

O caminho é longo, mas ao explorador é interessante observar. Ele observa as pessoas, seus modos de vestir, falar, andar, .... tudo diferente. As pessoas são deveras interessantes. Elas quase não se tocam, falam apressadamente e andam assim também. São educadas, porém distantes, quase gélidas.

Ah, é lindo ao explorador descer na Sé e poder estar lá e admirar. Não lhe resta muito, mas é o bastante pra ser visto e apreciado... encanta-lhe descer na Sé. E mais adiante ainda inexplorado está o mercado Municipal da Lapa, última parada antes do trabalho; ele o vê ao longe. E neste instante à sua mente é arremetida a vontade de desbravar, breve!

Na volta pra casa não se agüenta de expectativa quando o condutor diz: "Próxima estação, Conceição". Ele se alegra ao saber que em meio à escuridão uma brecha há de se abrir e a vida lá fora, em um breve espaço de tempo, será revelada.

Nas horas de bobeira lhe chama muito a atenção à beleza do concreto. Há uns lindíssimos. E se existi um lugar onde o concreto lhe é mais apreciado, não há dúvidas, a esse errante, chama-se Avenida Paulista. Seu coração se enche de alegria assim como o do poeta de sua terra. É mágico estar lá.

Esse explorador tem muito a conhecer e reconhecer, por ai. Vamos aguardar noticias suas.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Meu Ano Novo

Sai a procura do meu ano novo. A muito ele morava em mim e quando vi a oportunidade de pegá-lo com as mãos segurei com força toda força que pude para não deixá-lo escapar. Pronto o ano novo é meu.

Não pensei em certo ou errado, mas era o que há muito eu queria. Não existe muito isso de certo ou errado quando desejamos algo de bom. Penso assim.

E como para toda ação existe uma reação igual e contrária; não foi fácil me desfazer do meu ano velho. O novo sempre assusta, porque é novo e é o que também mais fascina. Penso assim.

Acho que não me dei conta de quanto tive que abrir mão pelo meu ano novo. Hoje pego uma coisa ali outra aqui, acho que isso vem com o tempo. O que mais pega mesmo é a saudade do ano velho. Ah! essa machuca demais. É preciso vencê-la e seguir. Penso assim.

Leia Receita de Ano Novo de Drummond